Primavera! ah! quem me dera minha felicidade viesse junto contigo; transforma-me num ser alado que possa sentir, lá do alto a leveza de se viver longe do burburinho do mundo.
É muito para mim!
Nasci humano mas não me satisfaz. Tenho no meu peito um coração que bate ao som da beleza e sempre, sempre, só lamentos e falas disfarçadas em verdades que, na verdade, mentiras são,
Lá de cima, voando como meu coração pede e gostaria, sentiria o frescor da vida que deveria ser sentida aqui no chão, mas não.
Todo verde queimando.
Toda criação morrendo.
E eu, Primavera, sofrendo

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