quinta-feira, 20 de outubro de 2016

MERGULHO NO RIO

Recardo passava o tempo analisando o local que fora pintado naquele tão lindo quadro e onde agora, morava.
Havia um rio muito cal que o sedusia e ele foi até lá para nadar. Uma placa advertia: ESSE RIO NAO EXISTE.NAO MERGULHE.

Sentou e ficou pensando tanto que envelheceu 60 anos na beira do rio e quando foi levantar suas pernas haviam criado raizes e ele então começou a gritar. São esses gritos que você ouve a noita quan está dormindo.
Eum hein?

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Era tudo alegria

Amanhecia o dia e la ia eu, criança; brincava sozinho na ladeira ao lado da minha casa, com formigas, gravetos, buracos nas pedras da ladeira e vendo de baixo, por cima do muro o enorme pé de sapoti...
Olhava para cima e a vista da menina na janela me alegrava mais ainda do que o sol brilhante da manhã; subia correndo a ladeira e ia me sentar nos degraus de mármore da casa dela onde seus irmãos, meus amiguinhos não tardariam muito à aparecer.
Era tudo alegria.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Recardo dentro do quadro...

E Recardo pensava, sentado no beiral da casinha do quadro.
Como foi tudo tão lindo...triste...e emocionante...
Como pode algo ser lindo, triste e emocionante? explico com um talvez.
Talvez a alegria de ter conseguido algo lindo dentro de uma montanha de destroços que foi a sua vida.
Lindo, porque, iludido, assim pensava ser. Era merda pura. Tudo. Ele não via. Não queria ver. Então só podia lhe remeter ao coração, tristeza que abafava nos bares todos por onde andava.
Emocionante era, isso era; saia de sí de tanto entorpecimento com tudo que usava e andava fedorento de tanto álcool que sem perceber o destruia.  E assim foi. Quase morreu, mas não, está bem vivo, lindo e feliz.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Recardo pinta e mora dentro do seu proprio quadro - Parte 8

Recardo logo sentia uma mudança em sua vida; tudo era silencioso, ouvindo apenas os ruídos da natureza, seus passos, passarinhos, riachos...
Nossa que paraíso eu mesmo criei com minhas tintas; era fim de tarde e a grande lua já estava no céu. Das casinhas singelas, ruí
dos de musicas tocadas ao violão e cantadas de forma bem descompromissada, mostrava-lhe um outro mundo.
Caminhava e caminhava, pés no chão, subidas e descidas de ladeiras, tudo acompanhado por aquela imensa lua que já começara a clarear a noite que chegara rápido. Parecia um dia amanhecendo mas era a noite chegando.
Viveu pela primeira vez a felicidade.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Macoan ensina a Recardo a sua magia

Sentados numa mesa de bar, Macoan explicava para Recardo que fazia isso porque ia coma cara dele e queria ajudá-lo.
Seguinte:  quando você for iniciar um novo quadro, antes de começar a pintá-lo, faça na palma da sua mão esquerda, que é o lado do coração, um pequeno coração vermelho e comece a pintar o quadro; não limpe a mão em hipótese nenhuma até que a tinta desapareça de tanto quevocê estará pintando. Quando você ti
ver terminado de pintar o quadro, voc\~e fará parte da composição e alí será a sua vida, poderá passear por todos ou seus quadros já pintados e ,  um dia, você encontrará alguém que o amará muito.

Repita agora comigo uma palavra mágica; _ AYCRALA

                 _ AYCRALA
Foi neste quadro que Recardo começo a sua aventura.

domingo, 17 de julho de 2016

Recardo conhece Macoan o mago-Parte 6

De volta à Paris, Recardo, muito triste e abatido, já completamente sem dinheiro e sem saber o que fazer e para onde ir, eis que, encostado num poste, às 9 da noite numa rua feia, vê se aproximando Macoan, um homem moço que conhecia de vista.
Daí, tudo se modificou. Recardo logo via que estava em contato com alguem cheio de poderes; seus poderes vinham da bondade do seu coração, da sua alegria contagiante e da sua inteligência.
Macoan lhe falou que podia salvar sua vida e muito mais, faria com que ele passasse a viver dentro dos seus quadros, fazendo parte das suas composições, vivendo naquelas lindas paisagens onde, um dia, encontraria a sua amada. Vou lhe dizer como fazer isso, falou Macoan para Recardo naquela noite triste.

sábado, 2 de julho de 2016

RECARDO NO ORIENTE PARTE 5

Voaram numa aeronave militar com muitas escalas até que chegaram no Marrocos. Contataram pessoas  do programa de treinamento e aí tudo começou;
Três anos se passaram e Recardo enquanto isso perdeu Millie que num acidente morreu.
Ben-Al-Sain foi preso e executado por terrorismo e Recardo desertou de tudo que fazia e voltou para Paris onde decidiu se aprofundar no estudo das artes.
Recardo conheceu em Paris, nos seus relacionamentos boêmios ligados ao meio artítico, um mago que percebendo em Recardo uma procura emocional por sí mesmo, começou a doutriná-lo no caminho da felicidade definitiva. O mago chamava-se Macoan.

domingo, 19 de junho de 2016

Recardo, Millie e o mar-Parte4

Recardo foi procurar Millie, a garota que tomou conta do seu coração(naquele tempo) e com ela foi para Deauville, praia bem próxima de Paris, para ali, explicar seu plano para ela.
Muito a vontade num dia ensolarado, bebericando e com sua Millie a tiracolo, beijava e beijava e beijava e foi contando que iria levá-la para  o Cairo com Ben-Al-Sain para começar um trabalho de aperfeiçoamento nas tropas do exército mercenário que lutava com terroristas e que tinha que ir pois a sua consciência o empurrava para lá onde aprenderia a lutar pelos pobres e desprotegidos.
Millie assombrada quase não concordou mas, depois de muitas perguntas e argumentações ,concordou e os dois voltaram para Paris para se encontrar com Ben-Al-Sain e plenejarem por onde viajariam e quando para o Cairo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Meditações de Recardo-Parte 3

Recardo no meio de tudo que estava vivendo não deixara de lado sua formação religiosa da sua infância e adolescência.
Vivia, quando podia, estando sozinho, longe do mau caminho que andava com Bem-Al-Sain meditando sobre a vida e muitas vezes, vendo a miséria que havia por onde andava, pensava: como pode... um pastel frito e seco, jogado num balcão que não era comido pelo faminto por falta de dinheiro e outros comendo caviar e  se refastelando entre delicias da vida as custas daquele dinheiro que o miserável não tinha para comer aquele pastel. Errado. Errado. E eu não posso fazer nada. Esses conflitos existenciais levavam, vez por outra a fazer Recardo querer resolver as coisas ao seu jeito. Como fazer isso?
Iria entrar para uma força de mercenários que sabia existir e iria lutar em algum lugar, contra isso. Saiu e foi procurar seu amigo  Bem-Al-Sain. Foi o que fez.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Asas de Gaivota-Parte 3- Em viagem

Estando já em Paris fazia dois anos, Recardo era um razoável aluno, pois tantas novidades despertavam-lhe mais interesse que os estudos.
Correspondia-se com os pais mas, mesmo isso foi diminuindo  a medida que nos estudos, também decaiam as suas notas e foi-se assim, tornando-se um aluno sem rumo como um barco a deriva. Muitos amigos e namoradas que cada vez mais o levavam para um descaminho total dos seus objetivos como engenheiro.
Uma garota entrou-lhe pelos miolos e junto com ela uma turma de desocupados e entre eles um marroquino de nome Ben-Al-Sain, péssimo elemento ligado com individuos do basfond oriental.
Axixe. Alcool e vinte anos de idade. em Paris, foi a receita certa para que Recardo se perdesse completamente por aquelas vielas escuras nas madrugadas boêmias onde amanhecer pelas ruas passou a ser o seu padrão.
Deixou daquela época um pequeno quadro minimalista das escadas da fazenda do seu pai que pintou em um grande momento de tristeza, saudade e solidão. Já demostrava gostar de arte, naquela época


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Asas de Gaivota-Parte 2- Recardo

Recardo, garoto vivaz e inteligente, nasceu numa fazenda no interior de Santa Catarina e estudava com uma professora particular até ingressar no colégio beneditino, local. Neste quadro, pintado pelo próprio, quando já homem , com sessenta e poucos anos ele retratou-se em sua meninice, brincando num carrinho feito por ele mesmo na fazenda do seu pai
Quando atingiu a adolescência, seu pai decidiu mandá-lo para estudar em Paris, onde se formaria engenheiro, devido as habilidades que o pai observara no Recardo.
Em Paris, com tudo já previamente organizado, foi morar numa republica de estudantes perto do colégio Saint Mary para se preparar para a faculdade. Estudava muito o rapaz e assim os meses foram se passando com tudo transcorrendo em paz

segunda-feira, 6 de junho de 2016

CONTO - Inicio - Asas de Gaivota - 1

Mentes abertas, quem as possui tem em sí algo tão espetacular como asas de gaivota, que abrem-se para o espaço e as leva aos céus, livres e plenas de realizações;é a gloria da liberdade verdadeira, aquela que faz de quem as tem um ser especial extremamente forte o suficiente para enfrentar desafios e perigos em sua evolução.
Nada de limites, eles fazem seus próprios limites de acordo com o que tem em mente, são seres privilegiados e que despertam em aves mais fracas, verdadeiros arrepios de inveja.
Se são feios, transformam-se em deuses gregos pela inteligência privilegiada.
O mais interessante de tudo é que todos os homens possuem essa capacidade de abrirem suas mentes e tornarem-se insuperáveis e lindos pelas suas atitudes e realizações.
Conheci homens assim e entre eles, Recardo.
Menino ainda, era insuperável em criações de seus próprios brinquedos, pela inteligência aguçada que o fazia despertar para idéias interessantes que as desenhava com desenvoltura.
Fez um cineminha com pedaços de celuloide de filmes que via nas matinais daquele tempo, usando lâmpadas queimadas que enchia com água e as transformava em lentes; um sucesso entre os amiguinhos de então.
Mas, o tempo e a vida iriam desafiá-lo ao extremo e êle a tudo superaria, com louvor.

domingo, 5 de junho de 2016

Criei este blog para postar contos e poesias de minha autoria. Iniciarei comentando sobre a ideia que me norteou a escrever historias referentes aos quadros que pintei. Todos tem uma historia , simbólica,  puramente em cima de emoções abstratas próprias de quem pinta, criando.
Começo explicando que a Alameda das Boninas é fictícia, os outros locais que virão, também baseados em quadros meus, idem e os dois personagens principais são reais, com nomes trocados.
Apresento-lhes na foto, a ALAMEDA DAS BONINAS