Vejo-os frente meus olhos
de repente não os vejo mais
Cristais. Pessoas. Flores e animais
Via-os frente meus olhos
Estão aí. Outros virão. Cristais
Menina dos meus olhos. Vitrais
Não os verei nunca mais.
São frageis. Eternos, jamais.
Houve um dia sempre há um dia
Naquele dia eu via hoje ainda vejo
Cristaia em formato de taças
Sumiram. Levaram-nos as traças.
As mãos . Levantavam as taças.
Cadê as mãos...as mãos e bocas.
Como os cristais não os vejo mais.
Chegará o dia muito breve outro dia
Caminhões carregados de fogo
Fogo animalesco lá das profundas
Derreterão os cristais mãos e tudo
E estas letras.
