É madrugada, longe está o sol ainda de aparecer.
Faz tempo, do que lembro agora e tento, contar.
Um jovem, alucinado de ódio por tudo que vivia, então, partia desatinado em direção ao nada, cavalgando madrugadas, manhãs ensolaradas e tardes etílicas em sua vida, quase perdida.
Ainda, e nada lhe iluminava a consciência e não sabia, do poder do universo em nós, não sabia de nada aquela alma torturada pelo desprezo com que sentia, o mundo e a vida lhe tratava.
A sola do seu sapato, houve momentos assim, era furada de tanto que caminhava pelo cimento das calçadas quadriculadas da vida.
Coitado daquele moço!
Seu anjo da guarda o acompanhava, esfarrapado, de tanta luta, para salvá-lo da morte, que muitas vezes passou muito perto.
Um dia, sempre tem "um dia" na vida dos homens, ele acordou...
Ouviu trombetas vindas lá do céu, caiu sobre ele chuvas de lucidez com formato de remorso e surgiu ,surgiu numa noite perdida de fuga, sem destino, para lugar nenhum, não havia norte. um homem.
(continua)
Bem, um problema técnico me fez voltar. Aguardem

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