O céu que vejo agora é o mesmo que Recardo vê la de dentro do quadro onde foi encerrado pelo amigo mago, muito tempo atrás.
Esse mesmo céu nos via na juventude perdida de nós dois, perambulantes de um mundo opaco. ébrio e drogado, coisa que hoje se considera normal. Naquele tempo muito menos para nós, aquele mundo era.
O mesmo céu, luminoso, chorava de tristeza por dois jovens, que nem sabiam que existiam de tão anestesiados pela tristeza de tudo que já haviam perdido, antes mesmo que pudessem ter ganho, foram boicotados em suas vidas por ignorância de pessoas bem intencionadas que faço idéia de onde
podem estar hoje.
O certo é que Recardo está encerrado num quadro e eu encerrado em mim mesmo.

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